quinta-feira, 1 de março de 2007

Os contos de fadas...essa viagem interior!

Os tradicionais contos de fadas não tratam apenas de fadas, princípes encantados e monstros. Estão sumptuosamente vestidos por sucessivas camadas de significado. Como a menina das sete saias, que tem sempre mais uma por baixo de outra. Como as Matrioskas russas, onde encontramos uma boneca dentro de uma boneca, dentro de outra boneca, sucessivamente...Não são ocos , superficiais nem se alimentam exclusivamente do "non-sense", das associações tolas de muita literatura infantil actual. Uns trapinhos que nada dizem ou sugerem...
Os contos tradicionais comunicam às crianças conhecimentos velados, mecanismos de crescimento interior e superação de medos. Simplificá-los e subvertê-los, como tantas editoras fazem, é despi-los de diversas camadas do seu significado, roubar-lhes a profundidade. Deixá-los de tanga!






"The fairy tale journey may look like an outward trek across plains and mountains, through castles and forests, but the actual movement is inward, into the lands of the soul. The dark path of the fairy tale forest lies in the shadows of our imagination, the depths of our unconscious. To travel to the wood, to face its dangers, is to emerged transformed by this experience. Particularly for children whose world does not resemble the simplified world of television sit-coms ... this ability to travel inward, to face fear and transform it, is a skill they will use all their lives. We do children--and ourselves--a grave disservice by censoring the old tales, glossing over the darker passages and ambiguities..."

Terri Windling, "White as Snow: Fairy Tales and Fantasy," in Snow White, Blood Red

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