quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Um poema para o meu chapéu / A funny poem: "My hat" by Tony Mitton

Mark Olsen



MY HAT

Here’s my hat.
It holds my head,
the thoughts I’ve had
and the things I’ve read.
It keeps out the wind.
It keeps off the rain.
It hugs my hair
and warms my brain.
There’s me below it,
the sky above it.
It’s my lid.
And I love it.

By Tony Mitton

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Um texto muito bonito e certo sobre o privilégio de ter irmãos.

Photo by Annie Spratt on Unsplash


Porque estou eternamente grata aos meus pais por me terem dado a minha irmã, a minha grande amiga para a vida toda . Porque não abdiquei de os meus filhos terem e serem verdadeiramente irmãos e não só filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Porque eu concordo com Pedro Sampaio Minassa, no seu artigo publicado no Público em 9 de Dezembro de 2018.

Ter um irmão é uma das maiores dádivas do mundo, ser irmão é uma responsabilidade com o mundo. Aos que dizem que “ser filho único deve ser uma maravilha”, eu contraponho dizendo que ter um irmão é uma oportunidade única na vida. Então, não a desperdicem! Irmãos aparecem na nossa vida antes ou depois de a termos conquistado e independentemente de quando o ganhamos, seja ele caçula ou primogénito, será sempre um presente encomendado de amizade potencial incomparável. Durante a vida, vamos construindo estradas e conhecendo novas pessoas com as quais podemos desenvolver alguma amizade, mas nessa estrada, ainda no início dela, já nos foram dados companheiros que a traçarão connosco, suportando quedas e distanciamentos, reaproximações e sofrimentos.

amor fraterno é um dos mais sublimes, porque ele entende-se e sente-se no sangue, sangue que corre em todo o corpo, que passa pelo olhar e que ensopa o coração. Quando se é irmão, a história torna-se um eterno diálogo de dois olhares que presenciam os factos juntos, mesmo que de posições diferentes. Quando se é irmão, as tristezas familiares aparecem e só a memória fraterna é capaz de entender o sofrimento recíproco — porque viveram as suas histórias juntos e são capazes de combater o inimigo em uníssono. Quando se é irmão, mesmo que o crescimento leve a lugares distantes, a admiração e o sentimento permanecem imbatíveis. Isso verifica-se quando, por exemplo, nas festas de final de ano conversam como se ainda morassem na mesma casa, como nos velhos tempos. Quando se é irmão, e não simplesmente se tem um irmão, mostra-se ao mundo que ele ainda é capaz de fazer uma revolução.

Este é apenas um excerto. Pode ler na íntegra AQUI.

domingo, 16 de setembro de 2018

Esta avó leitora levou-me às lágrimas de tanto rir!!! :)





Esta avó, The Scottish Granny, tem agora canal no Youtube, com mais histórias). Aqui ela lê ao neto The Wonky Donkey, com texto e música de Craig Smith e ilustração de Katz Cowley.




No Goodreads:

This is a paperback book and CD set of the award-winning song The Wonky Donkey with hilarious illustrations! 



I was walking down the road and I saw . . . A donkey, Hee Haw! 
And he only had three legs! He was a wonky donkey. 

Children will be in fits of laughter with this perfect read-aloud tale of an endearing donkey. By the books final page, readers end up with a spunky, hanky-panky, cranky, stinky, dinky, lanky, honky-tonky, winky wonky, donkey! There is much fun to be had by listening to the song and trying to predict the new word for each clue given. 

Accolades Winner of the NZ Post 2010 Children's Choice Book Award Craig Smith's song, The Wonky Donkey, won an APRA Silver Scroll Award in 2008 for Best Children's Song of the Year. - The Wonky Donkey (Book + CD) Picture Book by Craig Smith (Paperback).


Imperdível! Delicioso!

terça-feira, 28 de agosto de 2018

"This Is a Taco!", resenha literária de um livro infantil que nos ensina a lutar pelo que queremos

"This Is a Taco!", de Andrew Cangelose, e ilustrado por Josh Shipley,  foi-me cedido pela NetGalley, para que eu fizesse uma apreciação honesta deste livro. Não há de momento edição em português. Mas, quando sair, se sair, vale a pena comprar!

Publiquei a minha opinião no Goodreads com 5/5 estrelas e a seguinte "review":




What does a squirrel have to do to have tacos in its story? Write it!!! This book is so funny! Loved it!

The original narrator of the story starts to present this book as one about common, simple facts about squirrels: “This is a squirrel…Squirrels are some of the cleanest rodents in the wild. They are known for having silky, soft fur…Squirrels love to eat nuts, acorns and tree bark”. His pages, as the text, are dull and bland.



But Taco, the squirrel in this story keeps interrupting. And everything goes down when food is mentioned: “Tree barks? I was told there’d be tacos.” That’s the reason he accepted to be in this book!!!




Taco isn’t an ordinary squirrel and he doesn’t like the direction the story is taking. He won’t accept that. He refuses the writer to dictate the rules for him. He will fight for what he wants. How? By taking a red pen and editing the text as it is written, making it right for him and what he is as an individual. After all, this book is about him.




This squirrel is confident and daring. He knows what he requires and demands it! He has no reservations in correcting the writer’s text to achieve it. Nobody messes with Taco!





The illustrations are cartoonish and funny. The narrator’s text is serious and informative, occurring in turns with Taco’s vivacious and expressive speech, full of fuss, exclamations, and shouts.



Is it all just about laughs? I don’t think so.

Is there a message? Yes! Don’t do what others expect you to do, just because it’s what all others usually do, what is expected of you, what is considered normal. Dare to be different! Write your own story, make your choices even if they are unexpected. Even if they make you different from the rest. Fight for it!




This book reminds me of a quote I like, by Holly Dean: “Don’t ever let anyone build your world for you. They always build it too small“.

I really recommend this book. Children of all ages (even my age, as a mother of three) can really laugh with Taco! A lot!

I received this book as an eARC from the publisher and NetGalley in exchange for my honest review.



domingo, 29 de julho de 2018

A Internet e as crianças - riscos e potencialidades: publicação do Centro de Estudos Judiciários para download gratuito




"A internet em geral e as redes sociais vieram colocar novos desafios ao exercício das responsabilidades parentais, quer pela facilidade de acesso, quer pelo difícil controlo da segurança. 

A redobrada atenção que a todos se exige implica conhecimento e reflexão sobre o que pode estar em causa. 

O Centro de Estudos Judiciários, através das ações de formação organizadas pela sua Jurisdição da Família e das Crianças, tem procurado contribuir para esse debate. 

O resultado é espelhado em mais este e-book da “Coleção Formação Contínua”.

Pode fazer download AQUI.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Os Quatro Planetas de Ricardo Silvestrin





Planeta Sim

(Nota minha: há pais que vivem no Planeta SIM e são incapazes de dizer NÃO aos filhos. Mas dizer Não é necessário à Educação. Dá mais trabalho, eu sei...)



No planeta Sim,


tudo é sempre assim:


- Pai, posso não sei quê?


A resposta é simples:


sim.

- Mãe, eu quero isso e aquilo:


sim, sim, sim.


É um sim sem fim.


Tem outra resposta


no Planeta Sim?


Não.






Planeta ao Contrário


No Planeta ao Contrário

Os velhos dormem no berçário,

Os bebês ganham salário,

Quem se confessa é o vigário.

A piscina fica no vestiário,

O banho é dentro do armário,

Só tem número no dicionário.

Com toda essa inversão,

Lá é tudo uma confusão?

Ao contrário.




Planeta Gugus

Em Gugus,


as pessoas nascem velhas


e terminam bebês.


Vão desaprendendo e esquecendo


uma coisa a cada mês.


Cabelos brancos


ficam pretos,


carecas ganham tranças.


Com setenta anos,


todo mundo é criança.



Planeta Poesia

No Planeta Poesia,

quando um fala “bom dia”,

o outro diz “como vai tua tia”.

Todo mundo é poeta,

do mais sábio ao mais pateta.

Um simples “boa tarde”

é seguido de “covarde”,

“alarde”, “arde”.

E é isso o dia inteiro,

e é assim todo o dia.

Só de pensar, me dá azia.

terça-feira, 3 de julho de 2018

"Potty and Lottie: Rhyming Potty Book for children 1 - 4 years": resenha literária de uma história para ajudar os filhos a largar as fraldas



"Potty and Lottie: Rhyming Potty Book for children 1-4 years: (Picture book/Bedtime story)", de Ksenia Walker , foi-me cedido pelo Reading Deals Review Club, para que eu fizesse uma apreciação honesta deste livro. Não há de momento edição em português.

Publiquei a minha opinião no Goodreads com 3/5 estrelas e a seguinte "review":
Parents know the struggle of potty training. It can be a stressful time for both parents and kids. That's when this book comes in handy.

Written for 1-4-year-old kids, it has colorful, unpretentious illustrations and simple rhymes. It's an easy book for children so young. However, the rhymes may be too artless at times.

Although this book is appropriate for either girls and boys, the fact that the main character is a little girl may attract more moms with daughters.

Moms out there, I've been there. Three times! It may be worthy to give this book a try.


I received this book as an ARC from the Reading Deals Review Club in exchange for my honest review.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

"Me and My Mom!": resenha literária de uma história em verso sobre o amor de mãe



"Me and My Mom!", de Amy Hall, foi-me cedido pelo Reading Deals Review Club, para que eu fizesse uma apreciação honesta deste livro. Não há de momento edição em português.
Publiquei a minha opinião no Goodreads com 4/5 estrelas e a seguinte "review":


This book is so sweet! This is a bedtime story a mother tells her small boy. It's about the unconditional love she feels for her little son. It can be seen as universally representing motherly love. It can touch all mothers and their children.

The rhyming text expresses well the extent of a mother's feelings and the images complement the greatness of the metaphors in the text.

The illustrations are of the unlimited night sky and of space, with rockets and bright stars, epic night landscapes, sparkling lakes with dolphins … The atmosphere is magic and cozy at the same time.

It's a book a mother will have great pleasure in reading to their children, to give them a hint of how infinite a mother's love is.

Children can fall asleep with the certainty of being loved.

I received this book as an ARC from the Reading Deals Review Club in exchange for my honest review. 


sábado, 30 de junho de 2018

"Hooray for Mommy": resenha literária da história do amor de uma menina pela sua mãe



"Hooray for Mommy", de Beatrice Masini, com ilustrações de Guilia Zaffaroni, foi-me cedido pela Netgalley e pelo editor, para que eu fizesse uma apreciação honesta deste livro. Não há de momento edição em português.

Publiquei a minha opinião no Goodreads com 3/5 estrelas e a seguinte "review":

A book about a small daughter's love for her mother

This story is told from a little girl perspective. And she has this strange idea of what a perfect mother should be: 

"Their nails are painted, they wear make-up, and their hair is dyed. They look lovely. But they are like my friend Elisa’s dolls: if you touch them, they might break".
"Perfect moms have perfect little girls".

"Perfect moms sit on the benches in the park". 

This little girl's mother is just the opposite of this preconceived idea of what mother should be like. And that's what she loves about her mom. Her mother is fun and playful, likes to wear shiny clothes, walk in the rain and play with her in the park, She also likes to play dress up, go shopping for clothes or just sit with her little girl reading in silence... She's sometimes disorganized: forgets shopping lists and then groceries or wakes up late for work and take her little girl to school and they have to rush. And for this little girl, that's why her mother is perfect and she would like to be like her.

This family seems to have only a single working mother and a small daughter. There is no mention of a father or siblings: "My mommy has me and I have her, and we are happy with the way we are". 

The illustrations are full-page, colorful and fun. There are children's activities in the end.

The mother in this book seems the portrait of a particular person, not mothers in general. Not perfect, as all others.

I think I'm a pretty different kind of mom, so I don't think that nor me nor my kids will relate to this story.

I received this book as an ARC from the publisher and NetGalley in exchange for my honest review.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Quais são os livros favoritos dos miúdos? Alunos portugueses elegeram os preferidos



Quase 60 mil alunos e cerca de 600 escolas participaram nesta campanha. Os resultados foram apresentados nesta Feira do Livro.

O Tubarão na Banheira (tão, tão divertido!), Harry Potter e a Pedra Filosofal (a imaginação de J.K. Rowling é fantástica) e A Culpa é das Estrelas (quase chorei) foram os vencedores a segunda edição da iniciativa "Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?", que foram hoje divulgados na feira do Livro de Lisboa.

O objetivo desta iniciativa foram eleger os livros preferidos dos alunos do ensino básico.

Os alunos do 1.º ciclo do ensino básico elegeram o O Tubarão na Banheira, de David Machado, como o livro mais fixe, com 7,9% dos votos; em segundo lugar ficou O Bando das Cavernas - Na maior há 10 mil anos, de Nuno Caravela (7,8% dos votos). O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, foi o terceiro candidato eleito (7,8% dos votos).




Já no 2.º ciclo, dois autores britânicos que já o ano passado tinham alcançado o pódio voltaram a ganhar: Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling, é o vencedor, com 13,8% dos votos; e Avozinha Gângster, do autor e também comediante David Walliams é o outro, tendo alcançado o segundo lugar com 11,1% dos votos.

A Fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner Andresen, ficou em 3.º lugar, com 5,8% dos votos das crianças do 5.º e 6.º ano.





No 3.º ciclo do ensino básico, foram as obras inspiradas em histórias reais que conseguiram mais votos. A Culpa é das Estrelas, de John Green, ficou em primeiro lugar, com 10,9% dos votos. Em segundo e terceiro lugares, ficaram colocados os candidatos Avozinha Gângster (este não conheço), de David Walliams, com 9,4 % dos votos, e O Rapaz do Pijama às Riscas (também muito bom), de John Boyne, com 9,2% dos votos.





Esta é uma iniciativa da Rede de Bibliotecas Escolares e da Visão Júnior, em parceria com a Pordata, a Comissão Nacional de Eleições (CNE), a Rádio Miúdos, o Plano Nacional de Leitura e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.

A campanha, na qual participaram quase 60 mil alunos e cerca de 600 escolas, favorece o gosto pela leitura e uma cultura de cidadania e participação ativa, através da sensibilização para a importância do voto, desde as idades mais precoces.


Fontes: Jornal Diário de Notícas e Rede de Bibliotecas Escolares, em 31 de Maio de 2018

Saiba mais no site da Visão Júnior.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Era uma vez um rapaz... / Once upon a time there was a boy who...



Once upon a time there was a boy.
He lived in a village that no longer exists,
in a house that no longer exists,
on the edge of a field that no longer exists,
where everything was discovered
 and everything was possible.
A stick could be a sword.
A pebble could be a diamond.
A tree could be a castle.  

terça-feira, 15 de maio de 2018

Um “Leilão de jardim” de Cecília Meireles


Jessie Willcox Smith (1863 – 1935)



Leilão de jardim

Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?

Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?

Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?


Cecília Meireles

quarta-feira, 2 de maio de 2018

A zebra de Sidónio Muralha


Alexander Demidov


"A zebra quis
ir passear
mas a infeliz
foi para a cama...
 
— teve que se deitar
porque estava de pijama."

 


Sidónio Muralha

terça-feira, 24 de abril de 2018

"Ou Isto ou Aquilo": um poema de Cecília Meireles, uma pequena leitora e o seu amigo rinoceronte




Ou Isto ou Aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.


Cecília Meireles

sábado, 14 de abril de 2018

O voo das palavras-borboleta: um poema e duas ilustrações



VOO

Alheias e nossas as palavras voam.
Bando de borboletas multicores, as palavras voam
Bando azul de andorinhas, bando de gaivotas brancas,
as palavras voam.

Voam as palavras como águias imensas.
Como escuros morcegos, como negros abutres,
as palavras voam.

Oh! alto e baixo em círculos e retas acima de nós,
em redor de nós as palavras voam.
E às vezes pousam.

Cecília Meireles


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