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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"Afinal o caracol": Fernando Pessoa para bébés


A Sala Polivalente da Biblioteca Municipal recebe no dia 29 de novembro, sábado, às 11 horas, um espetáculo de promoção da leitura para bebés, pela Andante Associação Artística.
A história Afinal o caracol junta uma atriz e um livro, que contam a história de um caracol, das cócegas que ele fazia, de como virava e girava, e de como acabou por não cair. Neste espetáculo, com poesia de Fernando Pessoa, música de Joaquim Coelho e ilustrações de Mafalda Milhões, brinca-se com as palavras. Brinca-se com a música das palavras, com a leveza das palavras, com o tamanho das palavras, com a pressa e a lentidão das palavras e também... com o silêncio.
Destinatários: bebés dos 6 meses aos 3 anos Limite: 15 participantes Inscrições (gratuitas): 21 228 85 88/ sonia.ferreira@cm-sesimbra.pt


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"Quando as crianças brincam" por Fernando Pessoa


Quando as crianças brincam


Quando as crianças brincam
e eu as oiço brincar,

qualquer coisa em minha alma
começa a se alegrar.

E toda aquela infância
que não tive me vem,
numa onda de alegria
que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,
e quem serei visão,
quem sou ao menos sinta
isto no coração.

Fernando Pessoa

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Mar Português": o encanto da escrita de Fernando Pessoa

Descobri há poucos dias que a minha filha de 11 anos adora poesia. Fiquei surpreendida, achei-a (embevecida)  uma leitora precoce. A minha paixão pela poesia começou quando eu tinha 13 ou 14 anos. Surpreendi-a com um livro de poemas de Amália Rodrigues debaixo do braço que encontrou em cada dos avós e pediu emprestado. :)

Entusiasmei-me de tal maneira que passei as horas seguintes à procura de livros de poesia e de alguns dos meus poemas preferidos para partilhar com ela. Este é um deles.

A mãe babada dedica obviamente este poema à sua filhota. :)

s. id.



Mar Português
 

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!


Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

 Mensagem, Fernando Pessoa
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