O Lobo Leitor
Era uma vez um lobo que quis aprender a ler e gostava muito de contar histórias... blogue sobre literatura infantil, contos de fadas, mundos de fantasia, sobre os filhos, os livros e tudo, tudo o que mexa com os meus afectos ou inconformismos. Porque as histórias de vida teimam em estender-se e enredar-se para além da simplificada fórmula literária "E viveram felizes para sempre".
Era uma vez O Lobo Leitor
O Lobo Leitor nasceu há alguns anos noutro lugar. Foi e ainda é um projecto muito acarinhado que coincidiu com a minha reincidência na aventura da maternidade. De certo modo, foram os meus filhos que me aproximaram do prazer que a Literatura e a Ilustração para os Leitores mais Jovens me proporciona.
Na anterior morada, havia problemas de ordem técnica que tornavam moroso o processo de publicação. Optei por mudar de casa. Mas estou lenta nas mudanças. Daí ainda nem todos os conteúdos do Lobo Leitor estarem aqui. Mas podem aceder a eles ALI.
Na anterior morada, havia problemas de ordem técnica que tornavam moroso o processo de publicação. Optei por mudar de casa. Mas estou lenta nas mudanças. Daí ainda nem todos os conteúdos do Lobo Leitor estarem aqui. Mas podem aceder a eles ALI.
Quarta-feira, 30 de Maio de 2012
Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
Feliz Dia do Livro! Passatempo "Avô, como era no teu tempo?"
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Os Direitos da Criança: Versalhada de José Fanha
Versalhada
Onde quer que tenha sido
sul ou norte frio ou quente
cheguei nasci já cá estou
sou igual a toda a gente.
Se nasci tenho direito
a ser muito bem cuidado
protegido alimentado
tratado se estou doente
embalado de mansinho
com carinho e sem abuso
tenho direito a crescer
direitinho como um fuso
Tenho direito a cantar
a sorrir e a chorar
a partir e a voltar
a correr e a saltar
a pintar e a escrever
e mais a aprender a ler
que é a prenda mais gostosa
bonita deliciosa
em todo este meu viver.
Vou crescendo vou crescendo
e os meus direitos também
agora já sou alguém
capaz de ver e pensar
e de ter opinião
e o direito a ser ouvido
com muitíssima atenção.
Tenho direito a voar
muito alto e a ajudar
este mundo a ser melhor.
Tenho direito ao amor
ao abraço e à amizade
e posso plantar a flor
que se chama liberdade
para fazer de cada dia
essa festa de alegria
de paz e cidadania
que é uma palavra esquisita
mas bonita tão bonita
que nos fala dos deveres
que nos aponta os direitos
que nos diz que o mundo inteiro
pode ser uma morada
onde toda a gente viva
confortável e arrumada
e a viver com harmonia.
José Fanha
Terça-feira, 10 de Abril de 2012
Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
Hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil 2012
Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro
Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: "Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…"
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.
Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.
E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.
Francisco Hinojosa
(trad. Maria Carlos Loureiro)
Quinta-feira, 29 de Março de 2012
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