Era uma vez O Lobo Leitor

O Lobo Leitor nasceu há alguns anos noutro lugar. Foi e ainda é um projecto muito acarinhado que coincidiu com a minha reincidência na aventura da maternidade. De certo modo, foram os meus filhos que me aproximaram do prazer que a Literatura e a Ilustração para os Leitores mais Jovens me proporciona.

Na anterior morada, havia problemas de ordem técnica que tornavam moroso o processo de publicação. Optei por mudar de casa. Mas estou lenta nas mudanças. Daí ainda nem todos os conteúdos do Lobo Leitor estarem aqui. Mas podem aceder a eles
ALI.

Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

Pequena leitora entre flores brancas


Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

Feliz Dia do Livro! Passatempo "Avô, como era no teu tempo?"




No Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações 2012, e aproveitando a comemoração do Dia Mundial do Livro, a Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas propõe o passatempo “Avô, como era no teu tempo?”.


Este passatempo dirige-se a alunos entre os 9 e os 13 anos e pretende estimular o diálogo entre gerações, visando ao mesmo tempo a recolha de memórias dos mais velhos através do olhar dos jovens.


Regulamento

1. Podem concorrer a este passatempo jovens entre os 9 e os 13 anos, que deverão recolher, junto de um avô, avó ou de outro idoso que com eles conviva, uma história de tempos antigos. O tema é livre, podendo estar relacionado com a escola, a culinária, o amor, os transportes, a casa, etc.
2. A história recolhida deve ser apresentada em texto, num máximo de uma folha A4, podendo ser enviada uma fotografia ou ilustração, ou ainda um documento vídeo ou áudio.
3. O texto deve ser acompanhado dos seguintes elementos: tema escolhido, nome do jovem, morada, telefone, escola, biblioteca municipal, nome do idoso e tipo de parentesco com o aluno.
4. Os trabalhos deverão ser enviados por e-mail (dsl@dglb.pt) ou pelos CTT (Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas, Edifício da Torre do Tombo, Alameda da Universidade, 1649-010 Lisboa) até 31 de Julho de 2012.
5. Um júri, constituído por elementos da DGLB e do Plano Nacional de Leitura, selecionará os 5 melhores trabalhos. Os vencedores receberão prémios em Livros.

Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

Os Direitos da Criança: Versalhada de José Fanha




Versalhada


Onde quer que tenha sido

sul ou norte frio ou quente

cheguei nasci já cá estou

sou igual a toda a gente.

Se nasci tenho direito

a ser muito bem cuidado

protegido alimentado

tratado se estou doente

embalado de mansinho

com carinho e sem abuso

tenho direito a crescer

direitinho como um fuso

Tenho direito a cantar

a sorrir e a chorar

a partir e a voltar

a correr e a saltar

a pintar e a escrever

e mais a aprender a ler

que é a prenda mais gostosa

bonita deliciosa

em todo este meu viver.

Vou crescendo vou crescendo

e os meus direitos também

agora já sou alguém

capaz de ver e pensar

e de ter opinião

e o direito a ser ouvido

com muitíssima atenção.

Tenho direito a voar

muito alto e a ajudar

este mundo a ser melhor.

Tenho direito ao amor

ao abraço e à amizade

e posso plantar a flor

que se chama liberdade

para fazer de cada dia

essa festa de alegria

de paz e cidadania

que é uma palavra esquisita

mas bonita tão bonita

que nos fala dos deveres

que nos aponta os direitos

que nos diz que o mundo inteiro

pode ser uma morada

onde toda a gente viva

confortável e arrumada

e a viver com harmonia.

José Fanha

Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

Hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil 2012



Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro

Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: "Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…"
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.

Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.
E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.
Francisco Hinojosa
(trad. Maria Carlos Loureiro)