Era uma vez O Lobo Leitor

O Lobo Leitor nasceu há alguns anos noutro lugar. Foi e ainda é um projecto muito acarinhado que coincidiu com a minha reincidência na aventura da maternidade. De certo modo, foram os meus filhos que me aproximaram do prazer que a Literatura e a Ilustração para os Leitores mais Jovens me proporciona.

Na anterior morada, havia problemas de ordem técnica que tornavam moroso o processo de publicação. Optei por mudar de casa. Mas estou lenta nas mudanças. Daí ainda nem todos os conteúdos do Lobo Leitor estarem aqui. Mas podem aceder a eles
ALI.

sábado, 21 de janeiro de 2017

É melhor não beijar o sapo! / "Conjuro para convertir en príncipe a un sapo"





Conjuro para convertir en príncipe a un sapo


Lo primero y principal
es tener un sapo guapo,
una varita encantada -de hada-.
Decir: hale hale hop,
el encanto se acabó.


Y si además te gustara
puedes casarte con él
-ya ves-.
Pero recuerda la historia:
falta el beso de la novia.


Y yo que tú no lo haría
porque existen precedentes
de que después de besados
los príncipes tan osados
no saben freír un huevo.


¿Y qué han hecho
de su hada salvadora?
Pues en agradecimiento
la han convertido en señora
de su casa y de su escudo
y cada día menos bruja
y más maruja
limpia la casa y cocina
igual que cualquier vecina.


Mejor no beses el sapo
ni porque sea muy guapo.



Pois é, não vás em histórias! :)))

"A História de Stuart Little" de E. B. White já tem tradução em português

A-História-de-Stuart-Little-livro-infantil




"Quando chegou o segundo filho da Sra. Little, toda a gente reparou que ele não era muito maior do que um rato. Para sermos exatos, o bebé era muito parecido com um rato, sob todos os aspetos. Tinha apenas uns cinco centímetros de altura, um nariz afilado, cauda, bigodes — e até o jeito tímido e amável próprio de um rato. Com poucos dias de vida, não só se parecia com um rato como também se comportava como tal, usando 6 um chapéu cinzento e uma pequena bengala. O Sr. e a Sra. Little chamaram‑lhe Stuart, e o pai construiu‑lhe uma cama minúscula a partir de uma caixa de cigarros e quatro molas de roupa.

Ao contrário da maioria dos bebés, Stuart começou a andar mal acabou de nascer. Com uma semana, já subia aos candeeiros, trepando pelo fio. A Sra. Little percebeu logo que a sua provisão de roupa de criança era inadequada e deitou mãos à obra. Fez‑lhe um belo fatinho de fazenda azul, com bolsos de lado, onde ele pudesse guardar o dinheiro, as chaves e o lenço de assoar. Todas as manhãs, antes de Stuart se vestir, a Sra. Little ia ao quarto e pesava‑o numa pequena balança que, na realidade, se destinava a pesar cartas. Stuart poderia ter sido enviado por correio azul, pelo valor de três cêntimos, mas os pais preferiram ficar com ele em vez de o despacharem".

Assim começa A História de Stuart Little, livro de estreia de E. B. White na literatura para crianças, que se calhar já viram no cinema:

"A chegada de Stuart Little à família foi uma surpresa para todos: os pais e o seu irmão George são humanos, mas Stuart é um ratinho. Vivem juntos em Nova Iorque, com o gato Snowbell, e as coisas nem sempre são fáceis para Stuart devido ao seu tamanho. Cedo revela inteligência e coragem, mas é quando resolve procurar a sua melhor amiga, uma pequena ave chamada Margalo, que ele mostra a sua bondade e determinação. Ao enfrentar de forma brilhante todas as dificuldades com que se depara, Stuart Little prova que a força de um herói não se mede pelo seu tamanho, mas pela sua audácia".

A-História-de-Stuart-Little-livro-infantil


Sobre o autor E. B. White:


"Nascido em Nova Iorque, foi desde sempre um apaixonado pela literatura e pela escrita. Aos 22 anos começou a trabalhar na revista The New Yorker, onde permaneceu como editor e jornalista durante toda a sua carreira. E. B. White escreveu três livros para crianças que se tornaram clássicos mundiais e que foram, também, adaptados para cinema: A Teia de Carlota (distinguido com a Newbery Honor Book Medal), A História de Stuart Little (distinguido com a Laura Ingalls Wilder Medal) e The Trumpet of the Swan.

Além de livros para crianças, E. B. White escreveu poesia e diversos ensaios, que lhe valeram numerosas distinções, entre as quais um Pulitzer".

 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

"À procura do Ó-ó perdido" está em cena no teatro na "Casa do Coreto", em Carnide, a partir deste sábado.



Estas são ilustrações de Danuta Wojciechowska para o livro de Pascal Sanvic, "À procura do Ó-ó perdido", que agora passa para o palco. A partir de sábado quem tem crianças pequenas pode deixar-se encantar por esta peça de teatro.  Os espetáculos são no teatro na "Casa do Coreto" em Carnide.






"O Pássaro da Cabeça" por Manuel António Pina



O Pássaro da Cabeça

Sou o pássaro que canta
dentro da tua cabeça
que canta na tua garganta
canta onde lhe apeteça


Sou o pássaro que voa
dentro do teu coração
e do de qualquer pessoa
mesmo as que julgas que não


Sou o pássaro da imaginação
que voa até na prisão
e canta por tudo e por nada
mesmo com a boca fechada


E esta é a canção sem razão
que não serve para mais nada
senão para ser cantada
quando os amigos se vão


E ficas de novo sozinho
na solidão que começa
apenas com o passarinho
dentro da tua cabeça.


Manuel António Pina

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Ser mãe é...


Émile Munier (1840-1895)


Como mãe de três filhos preciosos, identifiquei-me muito com este texto de Marta Coelho, publicado hoje no site http://uptokids.pt/. Por isso, aqui o deixo:

Ter um filho é valorizar, como nunca, o ato de dar a mão.
É repetir baixinho as músicas que nos cantavam quando éramos crianças.
É contar histórias, dia após dia.
É desejar, mais do que nunca, o bem de outra pessoa.
É temer o futuro, a falta de controlo que temos sobre ele.
É ver numa caixa de sapatos um cenário de um mundo de fantasia.
É crescer num ápice e voltar a ser pequenino.
É ter o carinho na ponta dos dedos.
É ter o coração fora do peito.
É não saber como voltaríamos a viver sem esta dádiva.
É ouvir as perguntas mais importantes sobre a vida e pensar se estamos preparados para dar respostas.
É valorizar as coisas certas.
É querer ser melhor.
É perceber como somos falíveis.
É tentar, dia após dias, mascarar o melhor possível os nossos defeitos para que o nosso melhor seja o que vem ao de cima.
É aprender sempre.
É perceber como nos falta ainda aprender tanto.
É passar a ver o sono com outros olhos.
É aprender uma nova linguagem.
É reviver, através de outro que foi feito por nós, o que é aprender a andar, a comer, a falar, a rir.
É sentir que não voltaremos a estar sozinhos.
É ter saudades mesmo quando ainda há pouco estivemos perto.
É repetir uma graça vezes sem conta porque sabemos que vai ter um efeito positivo.
É aprender a ser alvo de julgamento dos mais próximos, dos mais distantes, inclusivamente dos seres de outras galáxias.
É viver bem com isso.
É lembrar, a cada segundo, para não fazermos o mesmo com os outros.
É partilhar experiências.
É ensinar as bases.
É dar asas.
É dar um empurrãozinho na hora certa e ficar a ver quando é preciso.
É emocionarmo-nos com as pequenas coisas.
É torcermos pelas ínfimas vitórias.
É limpar as lágrimas deles, as nossas, quantas vezes forem precisas, porque amanhã será sempre melhor.
É ter a maior sorte do mundo.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...